Vereador João Batista foi o propositor do debate - Foto: Evilázio Bezerra
Com o lema “Pessoas iguais, um mundo desconhecido, direitos exercidos”, o vereador João Batista (PRTB) realizou na tarde desta segunda-feira, 21, audiência pública para sensibilizar a sociedade e o poder público sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que têm autismo. A audiência começou com a apresentação de um grupo de crianças do Centro de Atendimento Educacional Especializado (Caesp). O grupo encenou a história infantil Chapeuzinho Vermelho. Logo em seguida, o neurologista André Cabral deu inicio ao debate apresentando os aspectos clínicos do autismo.
Segundo André, o autismo trata-se de um transtorno global de desenvolvimento, no qual a criança tem dificuldades em estabelecer relações sociais. A doença caracteriza-se por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psiconeurológico, social e linguístico da pessoa. Ele destacou a necessidade do diagnóstico precoce da doença para a efetivação de um tratamento adequado. Esse diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar através de uma avaliação clinica e de testes que classifique o transtorno.
Quanto ao tratamento varia de pessoa pra pessoa, sendo através da terapia comportamental e farmacológica. O tratamento visa estimular o desenvolvimento social e comunicativo e a aprimorar o aprendizado. Já o neurologista André Pessoa falou sobre a questão genética do autismo. André disse que ainda não conseguiu identificar a causa da doença, por isso é preciso investir em pesquisas científicas. André também ressaltou a importância do diagnóstico, principalmente na rede pública.
A fonoaudióloga Myrellene Bezerra falou que os problemas de comunicação apresentam grande variação, conforme o desenvolvimento social e individual. “ Os autistas têm problemas em atribuir significados ao que falam, eles só reproduzem o que ouvem e falam coisas sem contexto”, pontuou a Dra. Myrellene. O tratamento estimula a audição, o tato e a visão, garantindo o desenvolvimento da pessoa.
A Sra. Yara Gomes, avó de uma criança autista falou sobre a dificuldade que a própria família tem para lidar com a doença. “O maior problema é a integração com a sociedade e a escola”, frisou. O diretor do Caesp, major Luiz Onofre destacou que além da sociedade não ter conhecimento, os próprios pais se recusam a aceitar que seu filho tem uma doença. O major ainda destacou a lentidão do diagnóstico, segundo ele é preciso que as autoridades atentem para essa causa.
Também estiveram presente a Sra. Núbia Marques, representando a Secretaria Municipal de Saúde e a Sra Inalba de Castro, representando a Associação Cearense de Assistência às Pessoas com Deficiência (ACARD).
Reportagem: Anna Regatas




